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AMBIENTE: O Bioma Mata Atlântica

FONTE: Professor Wladimir – Geografia

O Domínio da Mata Atlântica ou Bioma Mata Atlântica apresenta uma área que engloba uma área de 1.306.000 km², cerca de 15% do território nacional, cobrindo total ou parcialmente 17 estados brasileiros

Há poluição em rios importantes (Paraíba do Sul, São Francisco, Doce e Jequitinhonha).

Apresenta formações vegetais diversificadas, em três tipos: as ombrófilas densas, com ocorrência ao longo da costa; semideciduais e deciduais, pelo interior do Nordeste, Sudeste, Sul e partes do Centro-Oeste; as ombrófilas mistas (Pinheirais) do Sul do Brasil. Há uma grande biodiversidade  de flora e fauna, com a estimativa de 800 espécies de aves, 130 de mamíferos e 180 de anfíbios. Neste bioma, há a presença de restingas e manguezais, entre outros ecossistemas, que formavam um grande contínuo florestal no período do Brasil Colônia.

Área original da Mata Atlântica segundo definição do Conselho Nacional do Meio Ambiente – CONAMA
Unidade da Federação Área UF Área
km2 (1) km2 (2) %  da área do Estado
Alagoas 27 933 14 529 52,01
Bahia 567 295 177 924 31,36
Ceará 146 348 4 878 3,33
Espírito Santo 46 184 46 184 100
Goiás 341 290 10 687 3,13
Mato Grosso do Sul 358 159 51 536 14,39
Minas Gerais 588 384 281 311 47,81
Paraíba 56 585 6 743 11,92
Pernambuco 98 938 17 811 18
Piauí 252 379 22 907 9,08
Paraná 199 709 193 011 96,65
Rio de Janeiro 43 910 43 291 98,59
Rio Grande do Norte 53 307 3 298 6,19
Rio Grande do Sul 282 062 132 070 46,82
Santa Catarina 95 443 95 265 99,81
Sergipe 22 050 7 155 32,45
São Paulo 248 809 197 823 79,51
Total 3 428 783 1 306 421 38,1
(1) IBGE, 1999
(2) ISA, 1999
(3) Sobre a área da UF
DMA – Domínio Mata Atlântica (CONAMA, 1992)

FONTE DO QUADRO: http://www.rbma.org.br/anuario/mata_02_dma.asp

CRÔNICA: Pensando no futuro de Porto Alegre

Por: Murilo de Carvalho Góes.

A vida na zona urbana das grandes metrópoles (como Porto Alegre) teve muitas modificações nos últimos cinquenta anos.

Certa vez, descobri, em uma obra sobre o ambiente em Porto Alegre, que em 1948, a cidade tinha 282 mil habitantes; hoje, a Capital Gaúcha, segundo estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), são quase 1,5 milhão de moradores.

Uma coisa que sempre me chama a atenção em Porto Alegre é, pela sua extensão urbana, a presença de zonas rurais dentro de seu território. Embora com muitos espaços limitados nos bairros das zonas norte, leste e Centro Histórico, ainda é possível ter arborização em várias ruas. Os morros da zona sul, os condomínios fechados e bairros populares, como Lomba do Pinheiro e Restinga, mostram diversas faces, juntando os dois ambientes na mesma metrópole.

Na Grande Porto Alegre, extensão da Capital, várias cidades cresceram de forma muito rápida, sobretudo a partir dos anos 1980, com a instalação de diversas empresas, que atraiam empregos e investimentos em infraestrutura, além de geração de renda. Atualmente (2021) é a quinta maior região metropolitana do país, com mais de 4 milhões de pessoas, distribuídas em 34 municípios.

Na minha infância, lá pelos anos de 1985, 1986, era possível brincar na rua às 23 horas (o popular 11 da noite). Os tempos mudaram, e muito.

A criminalidade aumentou vertiginosamente. Estamos presos em nossas casas, enquanto pessoas de índole duvidosa estão a solta. Além deste problema, Porto Alegre (sobretudo no centro), precisa de uma grande revitalização.

E, neste momento, não entro no mérito de ideologias políticas, e sim de uma mobilização para que cidade seja mais acessível para os seus cidadãos, habitantes e visitantes.

A vida e a cena cultural de Porto Alegre são efervescentes. Deveria ser mais aproveitada e planejada.

Algumas regiões requerem atenção maior do poder público.

É uma pena que estejamos nesta situação, que teve o acréscimo do Coronavírus, em março de 2020. Porto Alegre vive um momento difícil, assim como todo o mundo, mas que, se Deus quiser, será superado. Acreditemos!

GEOGRAFIA: Live com professor da UFRGS mostra a presença brasileira na Antártica

Presença do Brasil na Antártica (FOTO: Francisco Eliseu Aquino / Reprodução Youtube do Canal Antártico).
Estação Comandante Ferraz, representação brasileira na Antártica (FOTO: Francisco Eliseu Aquino / Reprodução Youtube do Canal Antártico).

Comandada pelo geógrafo Alexandre Alencar, a “Ice-Live” foi realizada na sexta-feira (21) através do Canal Antártico no Youtube.
O professor Francisco Eliseu Aquino é um pesquisador do Programa Antártico Brasileiro.

No final dos Anos 1980, onde não existia muita tecnologia, e influenciado pela família, o Professor cursou Geografia. A curosidade pela oceanografia e climatologia fez com que Eliseu fizesse, através da UFRGS, conhecer a Antártica.

De forma espontânea, o professor conta suas histórias e seu legado a partir de suas experiências na Antártida. O nome da palestra é a “Antártica, tempo e clima: o que acontece lá não permanece no continente”. Desde 1910, a temperatura da Terra mudou e aumentou a partir de 1990. Também cita o Iceberg que se soltou da Antártica há cerca de três dias. A formação de um ciclone extratropical. Todos estes fenômenos são relacionados à Antártida. Caso não tenhamos conscientização e cuidados para a manutenção do ambiente, podemos ter sérias consequências, por conta das mudanças climáticas.. Por exemplo: a temeperatura média da Terra, em 1880, era de 14°C; em 2020, é 15,2°C É considerado muito.
Desde as medições, em 1880, os 10 anos mais quentes aconteceram após o ano 2000.

Na península Antártica, existe a Estação Antártica Comandante Ferraz (EACF), a presença brasileira no continente gelado.
O professor relata seu envolvimento nas saídas de campo à Antártica. Foram várias visitas.

As condições físicas da Antártica são de extremo frio e muito rigorosas. O verão dura três meses. As expedições do Programa Antártico Brasileiro tinha percalços. Mas todos foram superados. O amor à Geografia e a coragem falaram mais alto.