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MAPAS: Estados Brasileiros com mudanças de capital ao longo da História
DIA DO GEÓGRAFO: Uma breve trajetória da Geografia e seus estudos no Brasil
A Geografia do Brasil é o estudo dos aspectos físicos, ambientais e socioeconômicos do país, objetivando retratar a realidade do povo e do espaço brasileiros.
A Importância dos Estudos de Geografia do Brasil

Mapa do Brasil no século XVIII[1]
Antes de serem mostrados, na presente obra, os aspectos da Geografia Brasileira, faz-se necessário saber por que é necessário estudar sobre um país. Neste caso, a República Federativa do Brasil,
Fazer a compreensão sobre o mundo em que se vive e promover o entendimento do lugar e do país é fundamental para todos os cidadãos.
O objetivo deste trabalho é suprir a carência de uma obra atualizada sobre a Geografia Brasileira, especialmente no formato didático.
Histórico dos Estudos de Geografia do Brasil
A Geografia começou na mesma época que a chegada dos portugueses no Brasil, sendo a sua primeira fase.
A primeira fase da Geografia no Brasil inicia-se em 1500, com as descrições da terra recém descoberta e a ser conquistada, juntamente com as medições cartográficas para a confecção das cartas de navegação para o Atlântico Sul. Ambas as tarefas feitas por especialistas que viajavam nas expedições de descobrimento e de exploração ocorridas durante o início do século XVI. No contexto das explorações portuguesas, dois especialistas descreveram os principais fatos geográficos, logo na primeira viagem de descoberta: Pero Vaz de Caminha e Mestre João de Faras. O primeiro, como escrivão oficial da frota comandada por Pedro Alvares Cabral, que tomou posse das terras descobertas no litoral da Bahia, inaugurou com sua carta ao rei de Portugal, Manuel I, uma série de crônicas geográficas sobre o Brasil, ao descrever com minúcias o quadro físico (forma do litoral, solo, clima, vegetação, fauna) e o quadro humano (os índios que habitavam nosso litoral), tentando explicar traços fisionômicos e atitudes desse povo estranho que os portugueses passariam a conhecer a partir daquela data. O segundo, na qualidade de astrônomo e cartógrafo da frota, também informa ao rei, em carta escrita entre 28 de abril e 10 de maio de 1500, as principais determinações astronômicas do hemisfério sul e informa sobre as modificações cartográficas a serem impostas nos próximos mapas de navegação (portulanos) de Portugal.
Os trabalhos de descrição da geografia brasileira começaram na segunda metade do século XVI, através dos europeus. Destacaram-se nas pesquisas da época:
• Pedro Magalhães Gandavo (História da Província de Santa Cruz, de 1576);
• Gabriel Soares de Souza (Tratado descritivo do Brasil, de 1587);
• Padre José de Anchieta (Tratado Descritivo do Brasil, de 1799).
• Hans Staden (Viagem ao Brasil, d 1557), alemão.
Os franceses também deixaram grande legado nos estudos geográficos e de cartografia do Brasil:
• O padre franciscano André Thévet escreveu os tratados Cosmografia (1575) e Singularidades da França Antártica (1557);
• O protestante calvinista Jean de Léry o livro Viagem à Terra do Brasil (1578).
Portanto, os europeus foram fundamentais, através das Grandes Navegações e da ocupação dos territórios então desconhecidos, para a configuração dos estudos de Geografia no Brasil, assim como na fase das explorações científicas.
As explorações consistiam em sistemas de medições, configuração física do território e expedições, isto ao longo do século XVIII.
Outro fator fundamental para a formação do território brasileiro,
As questões de limites entre os reinos de Portugal e Espanha introduziram um novo componente nos estudos geográficos, a necessidade de mensurações sistemáticas dos respectivos territórios e a constante atualização cartográfica das linhas de fronteira. Na esteira desses trabalhos, foram conhecidos novas áreas do interior do Brasil. Alexandre de Gusmão organizou o Mapa dos Confins do Brasil com as Terras de Espanha na América Meridional (1749), que subsidiou as negociações do Tratado de Madri em 1750. Nessa mesma época, outros grupos de geógrafos mapearam as fronteiras do sul com o Uruguai, além de estabelecerem os novos limites para o Tratado de Santo Ildefonso em 1777, que praticamente definiu as atuais fronteiras brasileiras.
No final do século XVIII, surgiu o primeiro brasileiro nato a trabalhar com Geografia: Alexandre Rodrigues Pereira, que chefiou uma equipe de pesquisa da Universidade de Lisboa, para descrição da Região Amazônica.
Em 1817, foi editada a primeira obra dedicada à Geografia Brasileira (Corografia Brasílica, do padre Manuel Aires de Casal).
No século XIX, ocorreu um grande aumento da participação de cientistas europeus na geografia brasileira:
• Amedée Ernest Barthélemy Mouchez (sobre Litoral Brasileiro);
• Alexander von Humboldt (sobre biogeografia da Amazônia);
• John Mawe (sobre condições de vida da população);
• Wilhelm Ludwig Eschwege (sobre geologia e geomorfologia);
• Johanan Baptist Spix e Karl Friedrich Philipp von Martius (sobre botânica e etnologia);
• Auguste de Saint-Hilaire (sobre biogeografia e geografia geral);
• Louis Rodolphe Agassiz (sobre biogeografia e geomorfologia);
• Elisée Reclus (sobre geografia regional).
O Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (1838) e a Sociedade Brasileira de Geografia (1883) foram as primeiras instituições a trabalharem na área. Destacam-se:
• General Cândido Mariano da Silva Rondon (exploração e descrição do noroeste do Brasil);
• José Maria da Silva Paranhos, o Barão do Rio Branco (Estudo das Fronteiras)
• Capistrano de Abreu e Euclides da Cunha (com o clássico “Os Sertões, que juntava elementos geográficos e jornalísticos sobre a Guerra de Canudos).
Em 29 de maio de 1936, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, nome consolidado em 1938) é um instituto público da administração federal brasileira (sua criação foi em 1934, sendo instalado em 1936, com o nome de Instituto Nacional de Estatística; foi fundado pelo estatístico Mário Augusto Teixeira de Freitas). É considerada a fonte oficial de informações em todo o país, com unidades em todos os Estados e no Distrito Federal. O órgão também realiza, a cada dez anos, o Censo Demográfico, pesquisas como a Produção Agropecuária e de Amostra por Domicílios, entre outros.
Também, em 1934, no dia 17 de setembro, foi fundada a Associação dos Geógrafos Brasileiros (AGB). Fundada em 17 de setembro de 1934, por iniciativa do professor francês Pierre Deffontaines, juntamente com os professores Rubens Borba de Morais, Caio Prado Júnior, Luís Flores de Morais Rego, localizou-se primeiramente na Avenida Angélica, 133, em São Paulo — residência do professor Deffontaines, que se encontrava no Brasil para a implantação do curso de história e geografia da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da recém-instalada Universidade de São Paulo.
[…]A história institucional da AGB está integrada à história da Geografia e do pensamento geográfico brasileiro, não havendo sentido em falar do pensamento geográfico sem citá-la.
Atualmente, em 2020 a AGB tem 31 seções locais ativas, que buscam promover a Geografia em nível nacional e regional.
Outro destaque e referência na área foi o renomado geógrafo baiano Milton Santos (1926-2001), com uma extensa obra, pautada no estudo dos problemas brasileiros e na temática da globalização.
Nas últimas décadas, a Geografia Crítica ganhou destaque, além da já consagrada Geografia Científica. Este ramo da Geografia promove oposição ao sistema político e redução das desigualdades sociais, com base nas lutas de classes, e reduçãao do preconceito e promoção da igualdade.
A partir dos anos 1980, várias universidades brasileiras, públicas e privadas, passaram a contar com cursos de Geografia.
REFERÊNCIAS
[1] Romullo Baratto. “Mapas antigos do Brasil entre os séculos XVI e XIX” 15 Fev 2016. ArchDaily Brasil. Acessado 24 Mar 2020. <https://www.archdaily.com.br/br/781955/mapas-antigos-do-brasil-entre-os-seculos-xvi-e-xix> ISSN 0719-8906
http://acienciageograficatoco.blogspot.com/2010/04/historia-da-geografia-no-brasil.html, acesso em: 24 mar.2020.
https://www.agb.org.br/agb/#historia, acesso em 24 mar. 2020.

