CRÔNICA: Pensando no futuro de Porto Alegre

Por: Murilo de Carvalho Góes.

A vida na zona urbana das grandes metrópoles (como Porto Alegre) teve muitas modificações nos últimos cinquenta anos.

Certa vez, descobri, em uma obra sobre o ambiente em Porto Alegre, que em 1948, a cidade tinha 282 mil habitantes; hoje, a Capital Gaúcha, segundo estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), são quase 1,5 milhão de moradores.

Uma coisa que sempre me chama a atenção em Porto Alegre é, pela sua extensão urbana, a presença de zonas rurais dentro de seu território. Embora com muitos espaços limitados nos bairros das zonas norte, leste e Centro Histórico, ainda é possível ter arborização em várias ruas. Os morros da zona sul, os condomínios fechados e bairros populares, como Lomba do Pinheiro e Restinga, mostram diversas faces, juntando os dois ambientes na mesma metrópole.

Na Grande Porto Alegre, extensão da Capital, várias cidades cresceram de forma muito rápida, sobretudo a partir dos anos 1980, com a instalação de diversas empresas, que atraiam empregos e investimentos em infraestrutura, além de geração de renda. Atualmente (2021) é a quinta maior região metropolitana do país, com mais de 4 milhões de pessoas, distribuídas em 34 municípios.

Na minha infância, lá pelos anos de 1985, 1986, era possível brincar na rua às 23 horas (o popular 11 da noite). Os tempos mudaram, e muito.

A criminalidade aumentou vertiginosamente. Estamos presos em nossas casas, enquanto pessoas de índole duvidosa estão a solta. Além deste problema, Porto Alegre (sobretudo no centro), precisa de uma grande revitalização.

E, neste momento, não entro no mérito de ideologias políticas, e sim de uma mobilização para que cidade seja mais acessível para os seus cidadãos, habitantes e visitantes.

A vida e a cena cultural de Porto Alegre são efervescentes. Deveria ser mais aproveitada e planejada.

Algumas regiões requerem atenção maior do poder público.

É uma pena que estejamos nesta situação, que teve o acréscimo do Coronavírus, em março de 2020. Porto Alegre vive um momento difícil, assim como todo o mundo, mas que, se Deus quiser, será superado. Acreditemos!

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