Geologia e Mineração

O município de Lavras do Sul tem sua origem na extração do ouro. Nos séculos XVIII e XIX, exploradores europeus, canadenses e brasileiros de diversas regiões faziam a coleta das pepitas de ouro.

A região possui, embora dentro de seu subsolo e com baixa exploração, um grande potencial de recursos minerais. O ouro esgotou-se em meados dos anos 1980 e há algum tempo a mineração deixou de ser explorada. Porém, é comprovado que existem jazidas a serem exploradas em vários locais do subsolo do interior do município.

Minerais, como granito, amianto, calcário, quartzo, pirita (variedade de ouro), talco e caulim, entre outros, podem ser encontrados no município.

A mineração em Lavras deu origem, ainda, ao padroeiro da cidade, Santo Antônio. Diz a lenda que uma das pepitas adquiridas às margens do Arroio Camaquã das Lavras apresentava em sua forma uma imagem de Santo Antônio.

Outra lenda que se propagou com relação a exploração aurífera em Lavras é a de que a Igreja Matriz de Santo Antônio, no centro, foi construída em cima de uma mina de ouro.

O ouro de Lavras do Sul pode ser associado ao granito rapikiwi ou rapikiwi (estilo de rocha), de origem vulcânica e pré-cambriana (início da formação da Terra).

A área de mineração de Lavras do Sul é de aproximadamente 60 km², tendo como locais mais importantes do desenvolvimento dessa atividade o Arroio do Jaques, São José da Itaoca, Vista Alegre, Cerrito e Volta Grande. Estes locais fazem parte da história da mineração no município.

Complexo intrusivo Lavras do Sul

O complexo intrusivo Lavras do Sul (604 – 590 Ma) e a sequência vulcânica da Formação Hilário, portadores de mineralização de Au-Cu (Pb-Ag), ocorrem no oeste do Escudo Sul-rio-grandense e são pós-colisionais à Orogênese Dom Feliciano (640 – 620 Ma; Silva et al. 2005, apud Gastal, 2015). O pluton, a seguir designado de granito Lavras, compõe a parte sul do complexo intrusivo. (GASTAL, 2015)
Artigo original.

Para melhor entendimento do parágrafo anterior, primeiramente precisamos saber o que significa “complexo intrusivo”: é um conjunto de rochas de origem de vulcões, formadas a partir da entrada de magma ou lava (elementos resultantes da atividade vulcânica) na crosta (superfície terrestre). Também tem a denominação de rochas “plutônicas”, sendo formados em bacias sedimentares.

De acordo com pesquisas feitas por grandes instituições de pesquisa, como a UFRGS, há um grande espaço para pesquisas geológicas em Lavras do Sul, face à sua riqueza mineralógica. O território lavrense apresenta uma diversidade de rochas dos três principais estilos geológicos. Monolitos, bancos de areia e rochas fragmentadas podem ser encontradas em vários pontos do município. Toda esta diversidade mineral é justificada pela localização de Lavras do Sul em um antigo planalto bastante erodido (trabalhado por fatores externos e de desgaste de rochas), além de fragmentação e movimentação durante as eras geológicas; As rochas e solos lavrenses são bastante antigos, se levarmos em consideração a sua formação.

Na internet, muitos trabalhos e estudos sobre a geologia de Lavras do Sul, realizados em localidades como Mantiqueira, Passo do Hilário e Ibaré, podem ser encontrados e acessados.

Futuro da mineração em Lavras do Sul

Elemento formador do município, em meados do século XIX, e atualmente com menos atividades, em 2026 há a atuação da Lavras do Sul Mineração, pertencente ao grupo canadense Lavras Gold Corporation. A empresa tem um projeto de exploração do ouro numa área de 23 mil hectares, estimando o início de suas atividades para meados de 2029. sendo o seu maior empreendimento da empresa no território brasileiro. Também realiza atividades com a rede de ensino, para valorização da história e patrimônio local. Site oficial.